sexta-feira, 4 de março de 2016

Movimento e CODEPLAN se reúnem para debater dados estatísticos do Jardim Botânico

Da Redação do MCJB - 04/03/2016
Presidente do Movimento Rose Marques aparece entre o Presidente da CODEPLAN Luiz Renó e Dimas Moreira que foi representando  a Administração Regional do Jardim Botânico
Reunião do Movimento com presidente e corpo técnico da CODEPLAN. Presidente do Movimento Rose Marques aparece entre o Presidente da CODEPLAN Luiz Renó e Dimas Moreira que foi representando  a Administração Regional do Jardim Botânico
O Movimento e a CODEPLAN se reúnem para início da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílio – PDAD, na região administrativa do Jardim Botânico. O Movimento reclama que áreas amostrais ficaram ausentes no último levantamento. A CODEPLAN contesta.

Reuniram-se na última quarta-feira, 02 de março, a Administração Regional do Jardim Botânico, a diretoria do Movimento e o presidente da CODEPLAN e seus diretores, para debater os trabalhos do PDAD da região administrativa do Jardim Botânico. O Movimento mostrou seu descontentamento com a última pesquisa PDAD, realizada entre os anos de 2013 e 2014, que destaca no seu texto de abertura (página 16, confira aqui), que o Jardim Botânico é formado apenas “por 23 condomínios fechados, horizontais, situados entre o Lago Sul e São Sebastião, áreas anteriormente pertencentes às fazendas Taboquinha e Papuda”. Na realidade, conforme informação do Movimento, a região é composta por mais de 60 parcelamentos horizontais, ao estilo condominial.

Na última pesquisa, não havia nenhum documento oficial que informasse a real delimitação geográfica da RA-XXVII Jardim Botânico, apenas estudos de propostas para PDOT’s (Planos Diretores de Ordenamentos Territoriais), que só podem ser oficializados após projeto de lei.

Em 23 de junho de 2015, a Portaria nº 4 colocou um fim nesse dilema. Entretanto, a  CODEPLAN não fora informada da portaria (relembre aqui), o primeiro documento oficial que impõe uma delimitação administrativa do Jardim Botânico. Essa portaria foi uma decisão conjunta da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth), com as Administrações Regionais de São Sebastião, Santa Maria e Jardim Botânico, e que inclui áreas tradicionais da região do Jardim Botânico,mas que não constavam nos estudos usados pela CODEPLAN nas pesquisas de 2013 e 2014, como o Jardim Botânico 3, vários condomínios da Estrada do Sol e o Setor Habitacional Itaipú.

O presidente da CODEPLAN, Sr. Luiz Renó, informou que o corpo técnico da CODEPLAN trabalha com dados principalmente do IBGE, que fornece os agrupamentos e os setores censitários que devem ser analisados. Mas afirmou também que utilizam estudos próprios e de atualização do PDOT, para definir a área de atuação das pesquisas. Já os técnicos presentes na reunião informaram que desconhecem o erro apontado pelo Movimento e entregaram a lista dos setores censitários que serão objeto do novo PDAD para a região (clique aqui para ter acesso à lista).

Divergência no número de habitantes, convergência no pagamento de impostos

Nas contas do Movimento, a região que contempla o Jardim Botânico abrange uma população aproximada de 100 mil pessoas, diferentemente da leitura feita pela CODEPLAN que indica menos de 30 mil moradores. “Sabemos que as políticas públicas são determinadas pelo contingente populacional. O GDF acredita que o Jardim Botânico é pequeno por causa da CODEPLAN e de uma base de dados de 2010 do IBGE, chegando a nos impor submissão a regiões maiores, porém, nas nossas contas, temos o triplo da população do Lago Sul, por exemplo”, afirma Rose Marques, presidente do Movimento.

Os dados convergem, entretanto, em relação ao pagamento de impostos, Movimento e CODEPLAN concordam que o Jardim Botânico é a região que mais paga impostos, per capita do DF e, segundo o relatório do PDAD, a única RA que não tem nenhum equipamento público.

Administração Regional do Jardim Botânico fez levantamento próprio e divulgará em breve.

O servidor da Administração Regional do Jardim Botânico, Dimas Moreira, presente à reunião, afirmou que a Administração já tem um estudo próprio feito com dados mais recentes que os utilizados pela CODEPLAN. Foram realizadas pesquisas de campo e análise de imagens de satélite de 2015, as quais se encontram em final de compilação. Segundo Dimas, esses dados serão apresentados à comunidade em breve, em uma das reuniões comunitárias promovidas pelo administrador interino. Só depois será divulgado um relatório técnico.


O presidente da CODEPLAN se comprometeu a dialogar mais com a comunidade e pediu a sua equipe técnica que auxilie Dimas Moreira na finalização do estudo técnico.  

______________________________
Veja também:
=> DER retoma obras no Jardim Botânico
=> Movimento e Reguffe se reunem para implantação da primeira escola pública do Jardim Botânico
=> Movimento inicia seu programa de convênios e descontos para associados
=> Reunião do CONSEG do Jardim Botânico foi marcada pela insatisfação da comunidade
=> CONSEG do Jardim Botânico promoverá sua primeira reunião em 2016
=> Administração do Jardim Botânico retoma reuniões comunitárias
=> Militares da Força Aérea estarão nas ruas do Jardim Botânico para combater mosquito da dengue
=> Secretaria de Mobilidade do DF (SEMOB) apoia projeto do Movimento de construção de bicicletários
=> Movimento Comunitário do Jardim Botânico promoverá sua 1ª Copa Futsal
=> Crescem casos de dengue no Jardim Botânico
=> Movimento recebe certificação de OSCIP
______________________________

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário! Assim que nossa equipe de moderação liberar, seu texto será publicado.